Quando concentrar virou esforço consciente e a produtividade despencou, algo está errado. Pode ser sobrecarga, burnout, ou algo que precisa de atenção.
Você abre o documento, olha para a tela, e a mente vai embora. Leu o mesmo e-mail três vezes e não absorveu. Está na reunião mas não está presente. Dificuldade de concentração é um dos sintomas mais incapacitantes do burnout — e também um dos mais mal compreendidos.
O estresse prolongado eleva os níveis de cortisol. Em quantidade moderada, o cortisol melhora o foco. Em excesso e de forma crônica, ele danifica o córtex pré-frontal — a área responsável pela atenção sustentada, tomada de decisão e memória de trabalho. Literalmente, o estresse crônico encolhe o córtex pré-frontal e hiperativa a amígdala. Resultado: você está em modo de sobrevivência, não de produção.
Se a dificuldade de concentração veio com outras mudanças — perda de interesse, tristeza persistente, irritabilidade, insônia — pode ser burnout ou depressão. Se sempre existiu e afetou toda a vida (não só o trabalho), considere avaliação para TDAH. Em ambos os casos, psicólogo ou psiquiatra podem ajudar.
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