Sentir que não aguenta mais não significa que você é má mãe. Significa que você chegou no limite sem suporte suficiente. Tem nome e tem saída.
Você ama seu filho. E ao mesmo tempo está exausta a ponto de entrar no carro e pensar em dirigir sem parar. Esses dois sentimentos coexistem — e a vergonha de admitir o segundo impede de buscar ajuda para ambos.
Pesquisado pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica), o burnout parental afeta uma parcela significativa de mães — especialmente as que tentam ser "mães perfeitas" e têm pouco suporte. É caracterizado por:
Demandas crescentes + suporte insuficiente + expectativas irrealistas sobre maternidade = esgotamento. A maternidade contemporânea exige cada vez mais (presença, estimulação, educação, carreira) enquanto a rede de suporte tradicional (família extensa, comunidade) encolheu. Não é fraqueza individual — é contexto estrutural.
Pensamentos de "quero sumir", de raiva intensa dos filhos, de arrependimento de ter tido filhos — são pensamentos, não intenções, e não significam que você não os ama. São sintomas de esgotamento. A culpa que vem com esses pensamentos intensifica o esgotamento — é um ciclo cruel.
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