Dor generalizada, fadiga que não passa e sono não restaurador — a fibromialgia é real, frequentemente mal compreendida e subdiagnosticada.
Dói no pescoço, nos ombros, nas costas, nos quadris, nas pernas — em vários lugares ao mesmo tempo, e a intensidade varia sem razão clara. Você está exausta mesmo dormindo. Seu médico fez exames e disse que está tudo normal. Pode ser fibromialgia.
Fibromialgia (CID M79.7) é uma síndrome de dor crônica generalizada com sensibilização central — o sistema nervoso processa a dor de forma amplificada. Não é uma doença autoimune (como lúpus ou artrite reumatoide) e não causa dano nas articulações ou músculos visível em exames. Afeta cerca de 2-3% da população, predominantemente mulheres.
O diagnóstico é clínico — baseado em sintomas, não em exames de sangue ou imagem. Os critérios atuais do American College of Rheumatology incluem:
Em média, pessoas com fibromialgia levam 2 a 5 anos para receber o diagnóstico — passam por vários especialistas, fazem dezenas de exames normais, e muitas vezes ouvem que "não tem nada". Isso causa sofrimento adicional imenso.
Consulte um reumatologista com a lista dos seus sintomas documentada — onde dói, há quanto tempo, o que piora e melhora. Leve os exames que já fez. O diagnóstico é clínico, mas exames ajudam a excluir outras condições. Você não está inventando — e há tratamento.
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